Expansão do consumo chinês atrai empresas do País
O governo chinês tem concedido benefícios fiscais principalmente para as áreas centrais do território chinês. "Atualmente, há um grande interesse das empresas brasileiras pela área imobiliária que tem se valorizado muito na China", afirma o professor da FGV - SP, Hsia Hua Sheng, especialista em mercado chinês.
Depois de 10 anos importando matéria-prima chinesa, a fabricante de pigmentos e corantes Transcor, vai abrir duas unidades de produção em Ningbo, em joint venture com parceiros locais. "Devemos transferir nossa tecnologia para produzir na China a matéria-prima para fabricação de pigmentos orgânicos que importávamos", diz Roque Guimarães Antunes, diretor da empresa.
Segundo ele, o alto potencial de crescimento do mercado consumidor chinês foi o que motivou a empresa a abrir uma unidade na China. "A China tem um grande mercado e pretendemos utilizar o know-how de nossos parceiros chineses para ampliar nossa comercialização na região', diz.
A empresa, fundada em 1994, possui três unidades produtivas no Brasil em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, e planeja alcançar um faturamento anual de US$ 40 milhões. Para Antunes, a parceria com os fabricantes chineses deve contribuir para o crescimento da companhia. "São empresas que apresentam um ótimo nível de qualidade, com custos compatíveis ao mercado brasileiro", diz.
Segundo Sheng, a busca de parceiros chineses facilita o acesso às linhas de crédito do governo chinês e tem sido a melhor maneira de iniciar as operações na China. É o caso da importadora Saint Paul's, que está planejando a abertura de uma trade na China em parceria com sócio local.
A empresa que trabalha com a importação e comercialização de produtos eletrônicos e eletrodomésticos, importa cerca de 80% de seu material da China. A abertura de uma trade local poderia facilitar o acesso às linha de crédito para exportação oferecidas pelo governo chinês. "Poderemos fechar parceria com uma trade local com qual já comercializamos as mercadorias, isso iria facilitar a distribuição dos produtos e reduzir os custos de operação", afirma Ilan Cejkinski, diretor da empresa.
A Saint Paul's atua no Brasil desde 2003 e possui escritórios de representação em São Paulo e Vitória.
(Silvia Regina Rosa - InvestNews)
