É preciso reinventar a aposentadoria, diz HSBC

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SÃO PAULO, 22 de maio de 2007 - Incentivar governos, comunidades e locais de trabalho a assegurar a existência de políticas que permitam às pessoas mais velhas permanecerem tão ativas quanto desejam e são capazes. Essa foi a conclusão da terceira edição da pesquisa 'O Futuro da Aposentadoria', divulgada hoje pelo grupo HSBC mundialmente.

O objetivo da pesquisa é fazer com que as pessoas pensem em sua velhice para que se organizem e possam moldar suas expectativas para o futuro. A pesquisa foi realizada desta vez em 21 países, seis a mais do que a edição anterior e onze acima da primeira edição. Foram entrevistadas 21 mil pessoas, com idade entre 40 e 79 anos. No Brasil, participaram 1001 indivíduos.

O estudo foi dividido em três grandes descobertas: a contribuição que os idosos trazem para a sociedade; o quão saudáveis eles são; e o forte papel da família na vida das pessoas. 'A mais importante é a de que as pessoas acima de 60 anos são um bem extraodinário para a sociedade', comentou Richard Philip Jones, diretor global de produtos de previdência complementar do grupo.

Para se ter uma idéia, as pessoas acima de 60 anos dedicam anualmente mais de 14 bilhões de horas ao trabalho voluntário na Inglaterra e nos Estados Unidos. Em valores, isso significa £ 4,2 bilhões. Em impostos, eles pagam £ 40 bilhões e a ajuda financeira dada à família chega a £ 50 bilhões, o que significa 3% do Produto Interno Bruto do Reino Unido. 'Isso mostra que se as pessoas com mais de 60 anos não trabalhassem mais, as comunidades e famílias, além do desenvolvimento das economias, não seriam estes que vemos hoje', disse Marcelo Teixeira, responsável por seguro, previdência e capitalização do HSBC no Brasil.

Mundialmente, 86% dos entrevistados entre 60 e 79 anos se definiram com uma saúde razoável, boa ou muito boa; 50% das pessoas entre 40 e 50 anos esperam trabalhar até quando for possível; e 71% das que ainda trabalham dizem que o fazem porque querem.

'Fico clara aqui a mudança da visão da aposentadoria por parte das pessoas. E fica claro também para nós que temos de reinventar a aposentadoria. O governo e a sociedade precisam assegurar a existência de políticas que permitam as pessoas mais velhas permanecerem ativas e os empregadores devem reavaliar suas políticas de recursos humanos para não perderem seus valiosos trabalhadores mais velhos', disse Teixeira, para quem ficou claro que os 70 anos de hoje representam os 50 anos de 20 anos atrás. 'Precisamos reconhecer que existe o potencial para uma vida boa, saudável, ativa e participativa para os idosos, e devemos nos preparar para isso', concluiu.

(Denise Bueno - InvestNews)