Brasil retira US$ 1,7 bi da dívida externa no bimestre
O coordenador-geral de operações da dívida, Guilherme Pedras, afirma que as recompras refletem condições mais adequadas para a retirada de títulos da dívida externa do mercado. 'As propostas (dos bancos) mostram um ganho cada vez maior ao valor presente para o Tesouro', afirma ao citar a motivação do Tesouro na operação. Além disso, novos bancos aderiram ao programa que atualmente conta com cerca de 15 instituições.
Com a recompra de US$ 1,728 bilhão no bimestre, o Tesouro Nacional vai economizar US$ 4,6 bilhões com o pagamento de juros nos próximos anos - até o vencimento de todos os papéis.
Entre os títulos adquiridos, o mais longo e com maior participação foi o Global BRL 2040, denominado em reais. Nos dois últimos meses foram retirados US$ 587 milhões nesses papéis. No ano, a recompra acumula US$ 692 milhões ou 30% de todas as operações. Pedras explica essa forte concentração pela característica do papel que tem, em contrato, a possibilidade de uma recompra do Tesouro em 2015, o chamado 'call'. 'Essa opção faz com que o papel tenha preço mais baixo, o que acarreta ganho mais alto para o Tesouro', explica.
(Fernando Nakagawa - InvestNews)
