Câmara quer leiloar folha para reforçar caixa
A intenção dos parlamentares é seguir experiência de algumas prefeituras e governos estaduais que venderam suas folhas nos dois últimos anos. A operação consiste no leilão do direito de determinado banco operar a folha de pagamento com exclusividade, o que obriga todos os servidores a terem conta nessa instituição. Com isso, o banco tem a possibilidade de oferecer todos os serviços bancários para esses novos clientes.
A tendência começou em setembro de 2005, quando a prefeitura de São Paulo vendeu sua folha por R$ 510 milhões para o Itaú. Como o maior município brasileiro tinha 210 mil servidores na época, o banco pagou cerca de R$ 2,4 mil pelo direito de ter a conta corrente de cada um dos funcionários municipais. O resultado bem sucedido saltou aos olhos de outros governantes.
O estudo sobre a folha segue a mesma tendência da discussão acerca da venda de imóveis da Câmara, como boa parte dos apartamentos funcionais - destinados aos deputados. Como a maioria dos parlamentares fica apenas de terça a quinta-feira na capital federal e não traz a família - como ocorria no passado - a necessidade de manter apartamentos da Câmara diminuiu bastante. Diante disso, a Casa também estuda se desfazer de parte desses imóveis para reduzir os gastos e ainda reforçar o caixa. Novamente, apenas há conversas, sem qualquer avanço expressivo.
(Fernando Nakagawa - InvestNews)
