Brasil e Paraguai negociam com Argentina uso de Itaipu

Por

SÃO PAULO, 21 de maio de 2007 - O diretor jurídico da Usina de Itaipu, José Bonifácio Cabral Júnior, afirmou, nesta segunda-feira, que Brasil e Paraguai negociam com a Argentina o uso do total da capacidade instalada da hidrelétrica.

Antes da inauguração das duas últimas turbinas, de um total de 20, na usina brasileiro-paraguaia, Cabral lembrou que segundo um tratado, Brasil e Paraguai podem somente colocar 18 unidades geradoras em funcionamento simultâneo.

O acordo, adotado para monitorar o nível e a velocidade das águas do Rio Paraná, que atravessa os três países, foi assinado por reivindicações da Argentina para ter fluxo suficiente para poder construir, com o Paraguai, outra hidrelétrica binacional, a usina de Corpus, no curso do rio.

Apesar de a usina de Itaipu só poder ter 18 turbinas em geração simultânea, Cabral destacou que a entrada em funcionamento das duas novas unidades "tem um significado extremamente importante, porque geralmente duas estão em manutenção".

"Agora temos segurança total e, além disso, o otimismo se renova com relação ao avanço das negociações com a Argentina, sobre a possibilidade de se usar as 20 turbinas ao mesmo tempo", concluiu o diretor jurídico.

Por outro lado, "a hidrelétrica teve um impacto ambiental importante que, com o tempo, foi diminuindo", ressaltou o diretor da coordenação de Itaipu, Nelton Miguel Friedrich. Ele destacou que existem 70 projetos e 98 ações previstas, entre elas a plantação de 22 milhões de árvores, para reverter o impacto provocado pela construção da represa.

"Temos uma energia limpa e renovável e seus efeitos ambientais e sociais poderão ser amenizados em um plano de desenvolvimento sustentável", destacou.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)