Brasil e Paraguai negociam com Argentina uso de Itaipu
Antes da inauguração das duas últimas turbinas, de um total de 20, na usina brasileiro-paraguaia, Cabral lembrou que segundo um tratado, Brasil e Paraguai podem somente colocar 18 unidades geradoras em funcionamento simultâneo.
O acordo, adotado para monitorar o nível e a velocidade das águas do Rio Paraná, que atravessa os três países, foi assinado por reivindicações da Argentina para ter fluxo suficiente para poder construir, com o Paraguai, outra hidrelétrica binacional, a usina de Corpus, no curso do rio.
Apesar de a usina de Itaipu só poder ter 18 turbinas em geração simultânea, Cabral destacou que a entrada em funcionamento das duas novas unidades "tem um significado extremamente importante, porque geralmente duas estão em manutenção".
"Agora temos segurança total e, além disso, o otimismo se renova com relação ao avanço das negociações com a Argentina, sobre a possibilidade de se usar as 20 turbinas ao mesmo tempo", concluiu o diretor jurídico.
Por outro lado, "a hidrelétrica teve um impacto ambiental importante que, com o tempo, foi diminuindo", ressaltou o diretor da coordenação de Itaipu, Nelton Miguel Friedrich. Ele destacou que existem 70 projetos e 98 ações previstas, entre elas a plantação de 22 milhões de árvores, para reverter o impacto provocado pela construção da represa.
"Temos uma energia limpa e renovável e seus efeitos ambientais e sociais poderão ser amenizados em um plano de desenvolvimento sustentável", destacou.
(Redação com agências internacionais - InvestNews)
