Petrobras vai explorar quatro blocos em Portugal
O acordo é resultado do memorando de entendimento assinado em agosto de 2006, na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, pelo Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates, e o Presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, na presença da ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e do Ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Os blocos, chamados Camarão, Amêijoa, Mexilhão e Ostra, estão situados nas profundidades de água entre 200 e 3 mil metros, em área total de 12 mil quilômetros quadrados. O consórcio formado pelas três empresas deverá se concentrar na prospecção de hidrocarbonetos em regiões de águas profundas.
O contrato prevê um período de oito anos para a exploração, envolvendo a aquisição sísmica e a perfuração de poços exploratórios. Na primeira etapa os investimentos iniciais previstos são da ordem de US$ 20 a US$ 30 milhões. Os recursos poderão ser maiores, dependendo das avaliações técnicas no decorrer dos estudos.
A participação da Petrobras nesse acordo é significativa porque inaugura uma nova fronteira exploratória para a Companhia e demonstra a valorização da expectativa de bons resultados em Portugal.
As negociações entre Petrobras, Galp e Partex ocorreram em curto espaço de tempo devido ao grande interesse por parte das três empresas. Os primeiros contatos com o governo português aconteceram em março do ano passado. Galp e Partex já atuam em parceria com a Petrobras em contratos de E&P no Brasil.
A cerimônia foi realizada em Lisboa e contou com a participação dos presidentes da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, da Galp Energia, Manuel Ferreira Oliveira, e da Partex, Emílio Rui Vilar. Na ocasião, também estiveram presentes os ministros do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia; e da Economia e da Inovação, de Portugal, Manuel Pinho, e diretores da Petrobras.
(ID - InvestNews)
