Plano Nacional de Turismo prevê crédito consignado para viagens

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Agência Brasil

BRASÍLIA - O governo federal pretende lançar o Plano Nacional de Turismo no dia 14 de junho. O assunto foi tratado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, em audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a ministra, o plano visa a "inclusão social". E a principal ferramenta, nesta direção, segundo a ministra, é o crédito consignado para uso em viagens, que será oferecido pela Caixa Econômica Federal com juros inferiores a 1,30% ao mês.

- O brasileiro que não pensava que pudesse viajar, através do crédito consignado que vamos oferecer pela Caixa, vai poder viajar, disse a ministra ao final da reunião no Palácio do Planalto. Outra possibilidade em estudo, informou a ministra, é o crédito com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A proposta, segundo Marta Suplicy, tem o apoio do presidente e do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Neste caso os juros seriam ainda menores.

Marta Suplicy mencionou que 25% das famílias brasileiras têm renda superior a 10 salários mínimos e respondem por 75% do turismo nacional. A meta é ampliar essa faixa de turistas domésticos. "Queremos atingir outro patamar, que não estão nestes 25%. Estas famílias vão poder fazer essa viagem de sonhos", afirmou.

O sistema de crédito consignado, porém, só deve começar a funcionar em agosto, para que as operadoras possam montar pacotes turísticos.

A ministra também apresentou ao presidente proposta de desoneração do setor hoteleiro. "Hoje bens de capital não são onerados e o setor hoteleiro não tem máquinas como numa fábrica. O que ele trabalha como bem de capital é a cama, o frigobar, o secador de cabelo, e isso tudo paga imposto", justificou Marta Suplicy. "Quando o investidor vem para cá ele fica assustado com essa oneração. Estamos pleiteando que esse setor todo seja desonerado", disse.

O presidente Lula, por sua vez, pediu à ministra um plano de aviação regional.

- Acho vital, porque, por exemplo, a pessoa que está em Natal tem que vir a Brasília para ir a Belém. Isso acaba atrapalhando muito o turismo regional, avaliou.

O tema será discutido pelo ministério com ANAC e Infraero, informou a ministra.