Relatório aponta o Japão como a economia mais inovadora do mundo
Agência EFE
TÓQUIO - O Japão é a economia mais inovadora do mundo, seguida por Suíça, Estados Unidos e Suécia, segundo um relatório publicado nesta terça-feira pela 'Economist Intelligence Unit', que elaborou uma lista das 82 economias com maiores avanços tecnológicos no período 2002-2006.
Segundo o estudo, realizado pela divisão de pesquisa da revista 'The Economist', duas economias emergentes, México e China, estão entre as que darão o maior salto em inovação nos próximos quatro anos.
Durante o período 2007-2011, o México subirá seis posições na lista e alcançará o 39º lugar, enquanto a China ficará cinco posições acima, em 54º.
O relatório indica que a aposta nos avanços tecnológicos será proporcionalmente superior em países emergentes que entre as nações mais ricas.
Também sugere que os emergentes serão capazes de alcançar o nível inovador das grandes potências, embora para isso seja necessário importar tecnologia.
O estudo também estabelece que os quatro países que agora lideram o ranking - Japão, Suíça, Estados Unidos e Suécia - continuarão no topo da lista de nações com níveis de inovação mais elevados até 2011.
Além do documento, o 'Economist Intelligence Unit' elaborou uma pesquisa com 485 altos executivos de todo o mundo para estabelecer quais são os fatores que conduzem à inovação e determinar como e onde as companhias se renovam.
O aumento da competitividade globalmente está forçando tanto os Governos como as empresas a encontrar novas formas para elevar a produtividade, o que leva à necessidade de inovar.
Segundo o relatório, as economias que ocupam os primeiros postos do ranking tendem a contar com populações não muito grandes: 12 dos 25 países que lideram a lista têm menos de 10 milhões de habitantes.
A pesquisa indica também que os fatores que mais interferem em tornar um país inovador são as habilidades técnicas da mão-de-obra e a qualidade de infra-estruturas das telecomunicações.
- A mensagem para os Governos é que nada pode substituir uma educação de qualidade nem as políticas que fomentam o investimento em tecnologia da informação e infra-estruturas comunicativas - afirma o diretor do estudo, Nigel Holloway.
Para Holloway, as empresas "devem acelerar" os processos de renovação e aumentar a proporção de novos produtos no total de vendas.
O relatório afirma que a China registra condições para a inovação mais favoráveis que a Índia, com um investimento anual em pesquisa e desenvolvimento de US$ 136 bilhões, superando o do Japão.
