Índice cai 0,62%, mas mantém 50 mil pontos
De acordo com Edson Marcellino, diretor de renda variável da FinaBank Corretora, rompido o patamar dos 50 mil pontos, o mercado passa a testar nova resistência nos 50.500 pontos. "Esta semana o cenário está mais para realização. Movimento saudável para que a Bolsa tome fôlego para manter a trajetória de alta de médio e longo prazo", avalia o especialista.
Para Marcellino, o baixo volume do pregão e o descolamento com relação a Nova York, onde o Dow Jones segue superando máximas históricas, indica esta expectativa de ajuste. "Quem tem papel aguarda e quem quer entrar está esperando a realização."
De acordo com o diretor, um recuo para os 49 mil pontos já deixaria o mercado atraente, chamando o investidor de volta para a ponta de compra. "No longo prazo a tendência para a Bolsa é de alta, mas o mercado vai ter seus ajustes."
Atenção esta semana para a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Na quarta-feira, a autoridade monetária anuncia sua decisão sobre os juros, que estão estáveis em 5,25% desde agosto do ano passado.
Segurando o índice em baixa, as ações da Petrobras (PETR4) caíram 2,17%, para R$ 45,02, refletindo a queda no preço do óleo. A Vale (VALE5) perdeu 1,46%, para R$ 73,51, devolvendo a alta dos últimos pregões.
Destaque para as ações do Bradesco (BBDC4), que avançaram 1,12%, para R$ 46,00. O banco encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, alta de 11,4% e um dos maiores resultados do setor nos últimos 20 anos, de acordo com estudo da Economática.
O setor siderúrgico mantém os ganhos, com a Usiminas (USIM5) ganhando 1,51%, para R$ 103,75. A Arcelor (ARCE3) teve alta de 1,22%, para R$ 51,41, e a CSN (CSNA3) avançou 1,42%, para R$ 92,80. Destoando, a Metalúrgica Gerdau (GOAU3) perdeu 3,68%, para R$ 52,00.
Quedas de mais de 2% para Braskem, Tim Part ON e PN, Pão de Açúcar, Light, GOL, Vivo e Ambev.
(Eduardo Campos - InvestNews)
