Brasil responderá decreto de Morales sobre exportações
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BRASÍLIA - O governo brasileiro prepara uma resposta à nacionalização das exportações de derivados de petróleo decretada domingo pela Bolívia, e que afeta diretamente duas refinarias da Petrobras no país, disse uma fonte do Palácio do Planalto.
- A Petrobras dará uma resposta ao decreto e o governo também deve adotar uma posição nas próximas horas, disse a fonte.
O presidente da estatal brasileira, José Sergio Gabrielli, o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o chanceler em exercício, Samuel Pinheiro Guimarães, reúnem-se essa tarde no Itamaraty para discutir o decreto.
A Petrobras avalia que o decreto corresponde a um controle do fluxo de caixa da empresa, tornando "desinteressante" a operação das refinarias, acrescentou a fonte.
O governo brasileiro terá de ponderar, no entanto, a atual dependência de gás boliviano (responsável por mais da metade do fornecimento atual para o país) e as relações diplomáticas com o governo do presidente Evo Morales.
Morales anunciou no domingo um decreto supremo que nacionaliza as exportações de petróleo e alguns derivados, medida mais recente de um programa nacionalista desencadeado em 1o de maio de 2006.
A Petrobras possui as duas maiores refinarias da Bolívia, localizadadas em Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba. Juntas, elas processam 40 mil barris diários, segundo a estatal. A empresa não divulga o lucro das refinarias, operadas pela subsdiária Petrobras Bolivia.
As refinarias foram adquiridas por 102 milhões de dólaes em 1999. A empresa encomendou a uma instituição internacional, que é mantida em sigilo, uma nova avaliação das duas plantas para ressarcimento pelo governo boliviano.
