Empresas privadas podem sair da Venezuela, diz ministro

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São Paulo, 06 de maio de 2007 - O ministro de Energia da Venezuela, Rafael Ramírez, afirmou que as empresas privadas estrangeiras e locais que vendem combustíveis no país poderiam sair do negócio para aumentar o controle do mercado interno, pois este necessita de um regulamento mais rígido. A declaração foi dada em entrevista ao jornal El Universal, publicada neste domingo.

Ramírez disse que atualmente os responsáveis privados da distribuição de gás liquidificado em bujões "não estão cumprindo" as normas, por isso o Estado "sente que necessita de uma maior presença". "Como vamos resolver (a maior presença do Estado no mercado interno de combustíveis) ainda está sendo discutido, mas será feito", acrescentou.

O ministro também comentou a nacionalização de campos da Faixa do Orinoco, anunciada recentemente, afirmando que trata-se de uma medida soberana em concordância com a Lei de Hidrocarbonetos aprovada em novembro de 2001 por decreto do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Ele negou, no entanto, que o governo venezuelano pretenda retirar as transnacionais da extração e produção de petróleo na Venezuela, afirmando que é "saudável" ter outras práticas e tecnologias no país, desde que elas respeitem as leis venezuelanas. (Redação com agências internacionais - Investnews)