Chávez obriga Sidor a priorizar mercado interno

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Caracas, 06 de maio de 2007 - O presidente Hugo Chávez anunciou ontem que editará um decreto forçando a maior siderúrgica da Venezuela, Ternium-Sidor, a abastecer prioritariamente o mercado interno, dois dias depois que ele ameaçou nacionalizar as companhias estrangeiras.

Chávez, que tem tentado reassumir o controle de empresas no setor de energia e petróleo neste ano, em direção de transformar o país em um Estado socialista, disse que vai informar seu plano à companhia em uma reunião de emergência com o maior controlador da empresa, a Argentina Ternium, da qual a Usiminas tem participação.

"Se vocês não concordarem, eu tomarei a companhia e pagarei o que ela custar, não vou rouba-la de vocês", disse Chávez em um evento para formar um partido político único a partir de dezenas de grupos que o apóiam.

Chávez disse que aprovaria a lei a respeito da Sidor usando poderes que o Congresso lhe concedeu este ano de governar por decreto.

Ele acusou a companhia, que pertence ao maior grupo de siderurgia da América Latina, de exportar a maior parte da produção de aço, obrigando os venezuelanos a importar a matéria-prima da China.

De acordo com Chávez, o controle das trocas comerciais da Venezuela induzem algumas companhias a priorizar a exportação de produtos para assegurar o pagamento em moeda estrangeira em detrimento da moeda local, bolívar, que é negociado no mercado paralelo por quase metade de seu valor oficial. "Antes de exportar uma única tonelada para o exterior, primeiro é preciso garantir que toda companhia venezuelana será abastecida", disse.(Investnews com agências internacionais).