França considera inaceitável o último documento da OMC
Agência EFE
PARIS - A França considerou hoje 'profundamente desequilibrado' e inaceitável o documento apresentado esta semana dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC) para impulsionar as negociações da Rodada de Doha, que sugere as concessões que os países ricos poderiam fazer em agricultura.
O novo texto, que apresentou o embaixador da Nova Zelândia, Crawford Falconer, aos membros da OMC para dar um empurrão às discussões de Doha - seria profundamente desequilibrado e não poderia ser considerado como aceitável-, ressaltou hoje em comunicado o ministro da Agricultura francês, Dominique Bussereau.
Anunciou que se expressará na próxima segunda-feira em Bruxelas, dentro do Conselho Europeu de ministros da Agricultura, de forma muito firme contra o documento de Falconer, presidente do grupo de trabalho da OMC sobre as negociações agrícolas.
Bussereau disse também que lembrará a necessidade de buscar um acordo global e equilibrado.
Falconer sugere que os EUA aceitem cortes até abaixo dos US$ 19 bilhões anuais.
Na mesma área, propõe que a União Européia realize cortes acima de 70%, e coloca uma redução entre 75% e 80%.
A respeito dos subsídios às exportações, afirma que a conferência ministerial da OMC em Hong Kong, no final de 2005, chegou a um compromisso para sua eliminação total em 2013.
O presidente do Comitê de Agricultura afirma concretamente que 50% dessa eliminação poderia acontecer por volta do final de 2010 e que a metade restante fique para os três anos seguintes.
