Venezuela quer manter produção no país
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, quer uma definição sobre o destino do gás da região, para então realizar os investimentos bilionários na bacia de gás natural. A região tem potencial de produção de 50 milhões de metros cubicos por dia. A Venezuela estaria agora dando preferência ao mercado interno em vez da exportação, apesar de a carta de intenções entre os dois países terem previsto, em janeiro, que metade da produção ficaria no país e outra seria exportada pela Petrobras.
Executivos da Petrobras temem que a mudança afete a estatal brasileira porque combustíveis como gasolina na Venezuela são vendidos bem abaixo do preço, com subsídios da PDVSA.
Segundo a carta de intenções, assinada no início do ano, metade da produção (17 milhões de metros cúbicos por dia) de Mariscal Sucre seria destinada para o mercado interno venezuelano, e a outra metade para a etapa inicial do gasoduto que interligará a Venezuela ao Nordeste brasileiro.
O Gasoduto do Sul, idealizado pelo presidente Hugo Chávez, era a opção inicial para transportar metade do gás para o Nordeste do Brasil num primeiro momento. Numa fase mais avançada, com novos campos entrando em produção, o produto seria levado também para Argentina, Uruguai e Chile, conforme previsto no memorando de entendimentos entre os dois países, em janeiro deste ano.
Outro negócio importante firmado em parceria com a PDVSA, o desenvolvimento do campo de Carabobo, na faixa do Orinoco - onde várias multinacionais deixaram o país - está sendo travado por indefinições quanto ao valor de recuperação das reservas, estimadas em 5 bilhões de barris. Gabrielli disse que não há bônus há ser pago para o projeto, ao contrário do que deve ser feito no projeto de campos maduros, outra parceria.
Neste mesmo pacote com a Venezuela, firmado em janeiro, os dois países selaram acordo para construir a refinaria de Pernambuco, com 40% da PDVSA e 60% da Petrobras.
(Sabrina Lorenzi - InvestNews)
