Saba divulga pesquisas sobre tendência do setor
"Diante das pesquisas realizadas, nota-se que as companhias brasileiras já ultrapassaram o modismo e começaram a ter uma real consciência sobre a importância da aprendizagem", afirma Fábio Rocha, country manager da Saba no Brasil. O executivo comenta que o crescimento das vendas da empresa é reflexo deste cenário. Globalmente, a Saba registrou aumento de 36% em sua receita no último semestre em comparação ao mesmo período do ano passado. "Percebemos que a tecnologia é cada vez mais uma aliada da Aprendizagem Corporativa e que as empresas estão empenhadas em gerir estes investimentos", diz Rocha.
A pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), em 2006, avaliou de que forma as companhias brasileiras estão investindo em T&D. O estudo, realizado com 476 organizações de pequeno, médio e grande portes, nos setores de Serviços (41%), Indústria (38%), Comércio (8%) e outros (13%), apontou um crescimento de 20% nas horas de treinamento em relação a 2005.
Em média, cada treinando consome 14 dias de trabalho (112 horas) com o treinamento, mas a maioria das empresas (48%) oferece até 40 horas de T&D por aluno. 16% das organizações investem mais de 300 horas em treinamento. De acordo com a pesquisa, o setor que mais investe em T&D é o da Indústria (116 horas por treinando). Ainda, a média brasileira mostra que 71,5% dos funcionários foram treinados, sendo que 24,5% das empresas entrevistadas declararam que 100% de seus funcionários receberam algum tema de T&D.
Em 2006, as áreas mais beneficiadas com T&D foram Vendas, Qualidade e Administração, respectivamente. As menos prestigiadas foram Saúde, Finanças e Recursos Humanos, nesta ordem. Funcionários em cargos operacionais e supervisores receberam mais treinamento; diretores e os colaboradores administrativos ficaram por último. O principal modelo de treinamento adotado foi o presencial (34%), seguido por in company (21%) e, em terceiro lugar, a distância (16%).
Para 2007, as companhias deverão priorizar T&D em Liderança, Qualidade, Trabalho em Equipe, Gestão de Pessoas, Negociação e Atendimento ao Cliente. 71% das empresas vão aumentar os investimentos em treinamento, enquanto 21% querem manter o mesmo nível de 2006. Apenas 4% declararam que diminuirão a verba.
A pesquisa mostra também que as organizações ainda enfrentam dificuldades, como calcular o retorno sobre o investimento, mensurar os impactos do T&D na empresa, a mudança cultural, a falta de alinhamento com outras áreas da companhia e o próprio alinhamento dos programas de T&D com a estratégia corporativa.
(Redação - InvestNews)
