Financeira japonesa registra prejuízos por devolver juros excessivos
Agência EFE
TÓQUIO - A firma de créditos não-bancários Promise, uma das maiores do Japão, registrou perdas de mais de US$ 3 milhões em 2006 devido a uma nova normativa que obriga pessoas que fazem empréstimos a devolver a seus clientes juros excessivos, informaram nesta terça-feira fontes financeiras.
No ano fiscal 2006, que terminou em março, a Promise teve perdas líquidas consolidadas de ¥ 378,28 bilhões (US$ 3,15 milhões), contra os US$ 350 milhões de lucro registrados no ano anterior.
A financeira teve uma receita por operações de ¥ 368,92 bilhões (US$ 3,074 milhões), uma queda de 3,2% em relação ao ano anterior, segundo fontes citadas pela agência local 'Kyodo'.
Assim como outras financeiras japonesas, a Promise deverá devolver os juros cobrados a seus clientes acima de dois limites fixados legalmente para os créditos que concedem.
O primeiro teto fixa os juros em 20%, enquanto o segundo permite cobrar até 29,2% se os devedores aceitarem por escrito.
Devido a uma sentença do Tribunal Supremo que ilegalizou as taxas intermediárias, as pessoas que concedem empréstimos receberam pedidos de seus devedores para que reembolsem os juros excessivos, e, em conseqüência, preparam fundos para tal efeito.
Em dezembro, o Parlamento aprovou uma lei para unificar os juros em 20% até 2009, uma medida que, segundo os especialistas, provocará uma reestruturação de um setor famoso no Japão por suas práticas extremas de cobrança.
A Promise planeja demitir mil empregados em três anos, dos 5 mil atuais, e diminuirá de 400 a 300 o número de pontos de atendimento direto ao público, segundo as mesmas fontes.
As casas de crédito não-bancários no Japão começaram na década de 50 incentivadas pelo rápido crescimento do 'milagre econômico'. Em 1954 o limite dos juros que podiam cobrar a seus clientes foi fixado em 109,5%.
