Precatório e dividendo pioram superávit primário

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BRASÍLIA, 30 de abril de 2007 - O resultado do superávit primário de março foi prejudicado pelo pagamento de precatórios e dividendos das empresas estatais. De acordo com o chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o resultado mensal foi prejudicado por uma despesa extra de R$ 4,7 bilhões.

Em precatórios, a União teve de realizar desembolso de R$ 3,4 bilhões, sendo R$ 2,1 bilhões de responsabilidade da Previdência Social e R$ 1,3 bilhão do governo federal. A conta de despesas foi ainda engordada pelos R$ 1,392 bilhão em dividendos das estatais federais não financeiras. O valor se refere, basicamente, ao pagamento feito pela Petrobras aos seus acionistas privados.

Lopes observa que esses pagamentos podem ser considerados fatores sazonais e que não sinalizam a deterioração das contas públicas. Tanto que os demais poderes apresentaram resultados expressivos.

Os governos regionais, que apresentaram superávit primário de R$ 3,150 bilhões em março, tiveram o melhor resultado mensal para março da história. Mesmo caso dos governos estaduais, com R$ 2,590 bilhões, e municipais, com outros R$ 560 milhões.

(Fernando Nakagawa - InvestNews)