Cenário de riscos menores justifica divisão do Copom

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REUTERS

BRASÍLIA - Parte dos diretores do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, reunidos na última semana, defendeu que a contribuição das importações para o controle da inflação poderá ser maior do que a inicialmente contemplada. Com base nisso, defenderam um corte de 0,5 ponto percentual da Selic.

A maioria do Copom, contudo, avaliou que o cenário macroeconômico de crescimento robusto da demanda e da atividade, aliado às incertezas do impacto dos recentes cortes do juro, justificariam a manutenção do ritmo de corte de 0,25 ponto.

As avaliações constam da ata da última reunião do Copom divulgada nesta quinta-feira. Na ocasião, o comitê decidiu, por 4 votos a 3, cortar a Selic em 0,25 ponto para 12,50 por cento ao ano.

No documento, os diretores reiteraram a necessidade de que a política monetária seja conduzida com 'parcimônia' e voltaram a frisar que parte importante dos cortes de juros promovidos nos últimos meses ainda não se refletiu no nível de atividade.

- Dessa forma, a avaliação de decisões alternativas de política monetária deve concentrar-se necessariamente na análise do cenário prospectivo para a inflação e nos riscos a ele associados, em vez de privilegiar os valores correntes observados para essa variável, notou o Copom.

Os diretores informaram, ainda, que a projeção do BC para o IPCA em 2007, com base em cenário que leva em conta taxas de câmbio e de juros estáveis, sofreu ligeira alteração, mas permanece abaixo da meta de 4,5 por cento.