Ata do Copom e leilão de LTN puxam alta

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SÃO PAULO, 26 de abril de 2007 - Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) as taxas para contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) mais transacionadas chegaram ao fim da sessão apontando elevação, com os investidores apoiados na decepção causada pela ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que na semana passada optou, por quatro votos a três, reduzir a Selic de 12,75% para 12,5%. "O documento caiu como um balde de água fria sobre o mercado, que apostava em sinais de uma aceleração da política de cortes do juro básico", conta um economista.

Na ata, os diretores do Banco Central (BC) demonstraram a mesma preocupação dos anúncios anteriores, embora tenham se mostrado mais otimistas com o cenário atual.

Assim, os investidores se viram obrigados a corrigir as posições, já que após a reunião, animados com a possibilidade de ampliação no tamanho do corte, os juros futuros chegaram a patamares bem baixos.

Além disso, a valorização das taxas para DI também foi puxada pelo interesse dos investidores em ganhar um pouco mais com a compra de Letras do Tesouro Nacional (LTNs). Hoje, o Tesouro Nacional vendeu parcialmente, por meio do BC, o lote de 5 milhões de LTNs. Foram negociados 3,786.03 mihões de papéis, equivalente a R$ 3,092 bilhões.

O vencimento em janeiro de 2008, o mais líquido, indicou taxa de 11,61%, face 11,56% do ajuste anterior, com 246,7 mil negócios e giro de R$ 22,9 bilhões. Julho de 2007 apontou juro de 12,26%, contra 12,25% do último fechamento, após 4 mil transações e volume de R$ 399 milhões. O DI de outubro de 2007 apresentou taxa de 11,90%, frente 11,88% do ajuste passado, após 117 mil negócios e giro de R$ 11,4 bilhões. Janeiro de 2009 registrou juro de 10,97%, ante 10,89% do último fechamento. O contrato de janeiro de 2010 passou de 10,66% para 10,77%.

No sentido oposto, o DI de maio de 2007 caiu de 12,37%, do ajuste de ontem, para 12,32%.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)