Sem swap, papéis pré passam Selic na dívida interna

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BRASÍLIA, 25 de abril de 2007 - Indicadores da dívida interna trouxeram uma novidade em março. Pela primeira vez na série histórica iniciada em 1998, a parcela da dívida prefixada ultrapassou a participação dos papéis que seguem a taxa Selic. O coordenador-geral da dívida pública, Guilherme Pedras, comemorou o feito e lembrou que essa inversão já estava prevista no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2007.

Na conta feita sem os contratos de swap cambial, a dívida prefixada terminou março com participação de 33,13%. O percentual é ligeiramente superior à dos papéis que seguem a taxa Selic, que terminaram o mês com 32,66%.

Essa foi a primeira vez desde 98 que os títulos inverteram a ordem, com liderança dos pré-fixados. Há exatos quatro anos, no início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a participação da Selic chegou ao máximo de 67,68% da dívida em abril de 2003. Naquele mês, a presença dos papéis prefixados na dívida era de inexpressivos 1,91%. Desde então, a melhora dos indicadores é observada de forma consistente.

Pedras comemorou a evolução dos números e lembrou que a maior presença dos títulos pré permitem uma gestão mais segura da dívida, pois o Tesouro Nacional sabe exatamente quanto e quando vai pagar aos seus credores. Já com papéis pós-fixados, principalmente a Selic, o planejamento é praticamente impossível porque uma ocorrência de uma crise e uma elevação de juros pode elevar os gastos do Tesouro de maneira expressiva.

Apesar de comemorar os números, o coordenador-geral da dívida lembra que o maior peso dos prefixados estava previsto no PAF 2007. No documento que é usado como meta para o Tesouro, a participação desses papéis ao final do ano deverá estar entre 37% e 43% da dívida. Já a Selic deve ficar entre 29% e 36%.

(Fernando Nakagawa - InvestNews)