BC e EUA adiciona volatilidade aos negócios
A piora no índice de confiança do consumidor norte-americana, para 104 pontos - o menor em oito meses e a queda de 8,4% em março nas vendas de imóveis - menor patamar em quatro anos, também repercutiram negativamente sobre os ativos ao redor do mundo. As principais bolsas de valores operavam no vermelho e por aqui, a Bovespa chegou a cair mais de 1%.
No entanto, a pressão sobre o câmbio era arrefecida pelos dados brasileiros das contas do setor externo. O fluxo de recursos para o País continua firme e em março, de acordo com o BC, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram US$ 2,778 bilhões, volume 70,5% maior do que o registrado no terceiro mês de 2006 (US$ 1,629 bilhão). Para conter o fluxo, a autoridade monetária comprou US$ 8,3 bilhões em março no mercado cambial, mas mesmo assim, a moeda estrangeiro acumulou 2,83% de perda frente ao real.
Na parte política, as atenções se voltaram para a sabatina de Mario Tóros, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Indicado para a diretoria de política monetária do BC, Tóros discursa sobre temas fundamentais como câmbio, juros, inflação e crescimento.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
