PF confirma operação padrão em aeroportos

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SÃO PAULO, 3 de abril de 2007 - A Polícia Federal deve fazer amanhã uma operação padrão nos aeroportos brasileiros. Com isso, o tempo médio de atendimento será ampliado, o que poderá causar mais transtornos aos passageiros, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal de São Paulo (Sindpolf/SP), Francisco Carlos Sabino.

A operação consistirá em comparar a foto do passaporte com o passageiro e checar nos sistemas se há algum impedimento à saída daquela pessoa do País, no caso de vôos internacionais. Segundo Sabino, inicialmente cogitou-se a possibilidade de paralisação da categoria por 24 horas, mas foi descartada.

"Na verdade esse tipo de operação deveria ser feita todos os dias, e só não é realizado por falta de efetivo. Pode ser que essa operação retarde um pouco o embarque e o desembarque dos passageiros", afirmou Sabino.

Ele disse que a Polícia Federal também vai atuar nos embarques domésticos, pois atualmente o passageiro apenas apresenta o documento de identidade no check-in e retira o cartão de embarque. "Quem garante que essa pessoa não troque esse cartão com outra. Isso resulta que você pode viajar sem que se conheça quem está ao seu lado".

Durante a operação padrão, também, serão conferido os documentos dos passageiros no momento do embarque. O presidente do sindicato alerta que esse procedimento também levará cerca de um minuto e meio.

"Eu sei que é difícil para o contribuinte entender essa situação, mas realmente isso [a operação padrão] não deixa de ser uma solicitação ao nosso governo de melhores condições de trabalho", disse o presidente do sindicato.

Ele disse que a operação padrão está marcada para começar às 14h e deverá se estender até às 23h. Caso não haja acerto por parte do governo e a categoria, o próximo evento será uma marcha dos servidores o Ministério da Justiça. Marcada para o dia 18 de abril, Francisco Sabino espera que todos os servidores do país participem da caminhada.

Entre as reivindicações da categoria estão a criação de plano de carreira e o pagamento das parcelas de um acordo de reajuste feito em 2005. "Sentimos que o ministério da Justiça está tendo boa vontade em dialogar. Nosso problema hoje tem nome e se chama ministro Paulo Bernardo (Planejamento), que diz desconhecer esse acordo que ele próprio assinou em conjunto", disse o presidente do sindicato.

Diante desse fato, Francisco Sabino disse que a revolta dos policiais federais é muito grande. "O sentimento da categoria é de que esse problema não será resolvido como tudo nesse governo."

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)