Indústrias Romi entra para o Novo Mercado

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SÃO PAULO, 22 de março de 2007 - Completando um processo iniciado no final do ano passado, a Industrias Romi passará a fazer parte do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), segmento de listagem que exige as melhoras práticas de governança corporativa. A cerimônia de listagem acontece amanhã.

Em assembléia realizada mês passado, as ações ON e PN foram desdobradas na proporção de dez novas ações para cada uma existente. E ao mesmo tempo, as ações PN foram convertidas em ON na proporção de nove ações ordinárias para cada dez ações preferenciais.

A companhia ainda aguarda aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para levar adiante uma oferta de ações. De acordo com o comunicado apresentado em fevereiro, as ações serão distribuídas no Brasil e no exterior, sob a coordenação dos bancos Itaú BBA e Morgan Stanley. Com a oferta, o atual controlador da companhia, a Fênix Empreendimentos S.A, deterá menos de 50% do capital da Romi, que passará a ter controle difuso.

Há pouco, os papéis ON da companhia (ROMI3) registravam alta de 13,9%, para R$ 245. E as ação PN, sobem 1,67%, para R$ 183, no último dia de negociação.

Presente na Bolsa desde dezembro de 1971, a companhia buscará no mercado recursos para sua expansão. Fundada em 1930, no interior de São Paulo, a partir de uma oficina de reparo de automóveis, a empresa, hoje, tem forte presença no mercado interno e externo, fornecendo produtos utilizados para os mais variados setores da indústria, como fabricantes e fornecedoras da cadeia automobilística, bens de consumo, máquinas e implementos agrícolas e equipamentos industriais. A Romi também carrega em sua história o mérito de ter fabricado do primeiro carro brasileiro, o Romi-Isetta, em 1956.

A companhia encerrou o ano de 2006 com lucro líquido de R$ 83 milhões - o maior de sua história. O resultado não foi melhor, devido à apreciação do real que deteve melhor desempenho das exportações.

A empresa, que se intitula líder nacional nos segmentos de máquinas-ferramenta, injetoras de plástico e fundidos usinados, registrou receita líquida de R$ 548 milhões no ano passado, crescimento de 7,5% no comparativo anual. A geração de caixa, ou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), cresceu 16,7%, para R$ 82,9 milhões, com margem em 15%.

As exportações em 2006 alcançaram US$ 28,1 milhões, com redução de 8,5% em relação aos US$ 30,7 milhões exportados em 2005. Em termos de participação na receita operacional líquida, as exportações representaram, em Reais, 11% da receita operacional líquida, comparadas com 15% alcançados em 2005.

A Romi conta com nove unidades fabris, sendo: duas de usinagem, três de montagem final de máquinas industriais, uma para Fundidos, uma para ferramentas de alta precisão, uma para fabricação de chaparia e uma divisão para montagem de painéis eletrônicos.

(EC - InvestNews)