Anvisa alerta sobre formol em alisamento capilar

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SÃO PAULO, 22 de março de 2007 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faz alerta sobre o uso de formol em alisamento de cabelos. A agência não registra alisantes capilares que tenham como base o formol em sua fórmula. O alerta é da gerente-geral de Cosméticos da Anvisa, Josineire Sallum.

De acordo comexecutiva, o formol, nas concentrações permitidas pela Agência, não tem função de alisante. A substância só pode ser utilizada em cosméticos nas funções de conservante (limite máximo de uso permitido 0,2%, conforme a Resolução 162/01) e como agente endurecedor de unhas (limite máximo de uso permitido 5%, segundo a resolução 79/00 Anexo V).

´Todos os produtos registrados pela Anvisa que apresentam o formol na sua composição têm as concentrações da substância dentro dos limites previstos nas legislações. Quando o produto não é registrado, significa que a composição não foi avaliada, o que pode representar perigos à saúde´, explica.

O risco do formol em sua aplicação indevida é tanto maior quanto maior a concentração e a freqüência do uso, e se dá pela inalação dos gases e pelo contato com a pele, sendo perigoso para profissionais que aplicam o produto e para usuários.

Segundo Josineire, os métodos utilizados no alisamento dos cabelos não são registrados pela Agência. ´Escova Progressiva e de Chocolate, por exemplo, são métodos de alisamento capilar. São modismos, como já foram a Escova Francesa, o Alisamento Japonês, a Escova Definitiva, e etc. Todos esses métodos referem-se a alisamento de cabelo, e não são registrados na Anvisa".

O formol, segundo a Anvisa, é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Se absorvido pelo organismo por inalação e, principalmente, pela exposição prolongada, apresenta como risco o aparecimento de câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça.

Existem outras substâncias, registradas na Anvisa, que podem ser utilizadas em alisamentos capilares. Entre elas estão o Tioglicolato de Amônio, Hidróxido de Sódio, Hidróxido de Potássio, Hidróxido de Cálcio, Hidróxido de Lítio e o Carbonato de Guanidina.

(Redação - InvestNews)