NY e compra da Ipiranga puxam alta de 2,30% no índice
Depois de uma semana bastante volátil, resultado da carregada agenda de indicadores, os ânimos se acalmaram no mercado externo, com Ásia, Europa e Estados Unidos registrando valorização. Dow Jones e Nasdaq ganharam 0,96% e 0,92%, respectivamente.
Na avaliação de Ricardo Tadeu Martins, gerente da área de Pesquisas da Planner Corretora, além da reação favorável ao mercado externo, os investidores ficaram entusiasmados com a compra do Grupo Ipiranga pela Petrobras, Braskem e Ultrapar. Um movimento de consolidação que movimentará US$ 4 bilhões.
O pregão de hoje também contou com exercício de opções sobre ações, que transcorreu tranqüilamente, segundo Martins. O vencimento movimentou R$ 1,18 bilhão.
No entanto, o especialista aponta que ainda há muita cautela no mercado e que os indicadores seguem pautando o comportamento dos investidores. "Ainda não estamos no clima de que as coisas estão melhorando", disse.
Um ponto de apreensão é a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que na quarta-feira define a taxa de juros norte-americana. Apesar do consenso indicar a manutenção do juro, existem boatos de que a autoridade monetária estaria considerando uma elevação de juros já nesta reunião dada a crescente incerteza existente no mercado imobiliário.
A compra da Ipiranga impulsionou as ações ON da companhia (PTIP3), que dispararam 69,8%, para R$ 52,30. Já o papel PN (PTIP4) caiu 5,35%, para R$ 22,10. Forte alta para a Braskem (BRKM5), que avançou 15,9%, para R$ 15,85. As ações do Grupo Ultra (UGPA4) ganharam 5,70%, para R$ 52,10 e a Petrobras (PETR4) subiu 2,18%, para R$ 41,10.
Bom desempenho também para as ações da Vale (VALE5), que avançaram 2,67%, para R$ 64,07. O setor bancário também apresentou forte valorização, com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) puxando uma alta de 4%, para R$ 67,50. O Itaú (ITAU4) ganhou 3,82%, para R$ 71,90, o Unibanco (UBBR11) subiu 3,05%, para R$ 17,87, e o Bradesco valorizou 2,98%, para R$ 79,30. Destaque também para Itausa e Klabin que avançaram mais de 5% cada.
(Eduardo Campos - InvestNews)
