Medição individual chama atenção dos paulistas
Catelli revela que o sistema funciona por telemetria, que é medição diária do uso de água e transmissão de dados via satélite para o escritório da empresa, onde são feitas as analises dos dados recebidos. Os relatórios ficam disponíveis em um site exclusivo para o contratante (sindico, administradora ou representante do condomínio). "O serviço permite verificar o perfil do consumidor, volume de água consumida por dia e se há vazamentos que possam aumentar o valor da conta", explica.
Segundo o gerente, esse serviço ajuda a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se reduzir o consumo da água. "O ideal é que um edifício comercial tenha um consumo de, no máximo, 30 litros por pessoa por dia e que um prédio residencial não ultrapasse o limite de 180 litros por pessoa por dia. No entanto, os números estão muito distantes da realidade", destaca.
Além de contribuir o uso racional de recursos naturais, o serviço de individualização contribuiu para a valorização do imóvel. "O prédio, seja ele comercial ou residencial, com medidor individual tem maior valor agregado. É um atrativo a mais para compradores e locatários", ressalta Catelli. Ele conta que valorização do imóvel não custa caro para o proprietário, isso porque em média a instalação do medidor individual custa R$ 450. "O preço pode variar conforme a estrutura da obra. Construções mais antigas demandam mais serviços e dias de trabalho. O tempo de duração da reforma dura cerca de 15 dias", avalia o executivo.
Na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já existe um departamento exclusivo para estudar o impacto dessa mudança do interesse do consumidor. Segundo a superintendência de comunicação da Sabesp, "está é uma tendência mundial, com impactos positivos e negativos para a companhia". No entanto, a Sabesp acredita que está é uma ação de longo prazo e que só refletirá efeito no meio ambiente daqui algum tempo.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)
