Em sintomia com outros mercados, dólar cai

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SÃO PAULO, 19 de março de 2007 - Em sintonia com os pregões positivos nos mercados externos, o dólar exibiu queda nesta manhã. Depois de oscilar entre a mínima de R$ 2,079 e a máxima de R$ 2,085, a moeda estrangeira cedeu 0,62%, vendida a R$ 2,80. Na Ásia, as bolsas de valores fecharam em alta e na Europa e EUA seguem pela mesma direção.

Dados internos também colaboram com o movimento do dólar. A balança comercial registrou superávit de US$ 706 milhões na terceira semana de março, elevando o acumulado no mês para US$ 1,695 bilhão. No ano, o saldo ultrapassa os US$ 7 bilhões. Além disso, o boletim Focus do Banco Central trouxe reduções nas previsões para a taxa de câmbio, com a previsão para o final de 2007 caindo de R$ 2,15 para 2,12.

"Contra os fundamentos não há argumentos", destacou um profissional, referindo-se à alta de juros pagas em reais atrativa aos estrangeiros e ao bom desepenho das contas externas, entre outros fatores que atraem capital.

Na semana, o evento econômico mais relevante é a reunião do Comitê Federal para o Mercado Aberto (Fomc). Todos apostam que a taxa de juros será mantida em 5,25% ao ano, por conta, de um lado, das persistentes pressões inflaciónarias, e de outro, pelo medo de recessão, hipótese levantada recentemente por Alan Greenspan, ex-chairman do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).

Por isso, os mercados globais aguardam com expectativa o conteúdo do comunicado e analisam com cautela cada novo indicador. Com as atenções voltadas para o setor hipotecário de subprime dos EUA, os investidores mostram-se interessados pelo resultado do índice de mercado de habitação (HMI) de março, que mede a demanda por novas residências, que sairá logo mais, às 14 horas.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)