Dólar segue trégua externa e recua a R$ 2,091
Pela manhã, o mercado financeiro recebeu três importantes indicadores dos Estados Unidos e repercutiu estes números ao longo do dia. O primeiro deles, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) surpreendeu ao apontar alta acentuada de 1,3% em fevereiro, enquanto que as projeções máximas indicavam alta de 0,6%. Já a atividade manufatureira apresentou desaceleração em fevereiro, enquanto os pedidos semanais por seguro desemprego cederam. A leitura em conjunto destes indicadores sugere um ambiente de inflação com desaceleração da atividade econômica, mas ainda com um cenário favorável no mercado de trabalho.
As bolsas de valores norte-americanas e de São Paulo operavam no azul, e o câmbio acompanhou, embora os investidores não tenham abandonado as preocupações com o ritmo de desaquecimento econômico dos EUA e com o setor imobiliário.
Marcelo Voss, economista da corretora Liquidez, lembra que nesta tarde o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central) Alan Greenspan alertou que a crise imobiliária pode se espalhar para outros setores da economia gerando cautela entre os investidores.
Mas Voss comenta que apesar de toda instabilidade dos mercados internacionais, o fluxo de recursos em direção ao País continua muito forte. "É díficil ir contra o fluxo e o risco sistêmico poderia afetar a liquidez", enfatiza.
Por aqui, o Banco Central (BC) voltou a adquirir dólares no mercado à vista e estimativas apontam para compras entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões. Estas operações diárias elevaram as reservas internacionais para US$ 106,165 bilhões - nível recorde.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
