Fluxo minimiza pressão externa sobre o dólar

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SÃO PAULO, 13 de março de 2007 - O mercado de câmbio voltou a trabalhar colado às movimentações do quadro internacional. As preocupações com o setor de crédito imobiliário de alto risco dos Estados Unidos e com o avanço abaixo das expectativas nas vendas ao varejo pressionaram os mercados.

No câmbio, o fluxo de recursos conteve valorizações mais bruscas do dólar. A moeda estrangeira, depois de oscilar entre a mínima de R$ 2,088 e a máxima de R$ 2,097, fechou a primeira etapa dos negócios vendida a R$ 2,091, com valorização de 0,14%. A bolsa paulista chegou a cair mais de 1%.

Segundo o Departamento do Comércio, as vendas ao varejo subiram 0,1% em fevereiro, menos do que o esperado para o mês (0,3%). Esta divulgação foi apenas o começo de uma série de dados que estão por vir ao longo da semana e que darão direcionamento aos agentes financeiros. Os indicadores mais aguardados são os índices de inflação ao produtor (PPI) e ao consumidor (CPI).

Novos problemas com o mercado norte-americano de hipótecas subprime e os possíveis impactos negativos das operações de desmonte de carry trade derrubam os principais índices acionários e fazem os investidores se refugiarem nos treasuries, que sobem, projetando juros menores. O T-Note de 10 anos, referência para o mercado, recuava 0,03%, a 4,528%.

As incertezas externas também trazem maior aversão ao risco, influenciando a taxa dos emergentes. Há pouco, o risco-Brasil subia 1,05%, aos 193 pontos.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)