Aversão ao risco leva dólar a R$ 2,14

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SÃO PAULO, 1 de março de 2007 - A maior aversão ao risco dos países emergentes, com a piora do humor externo após nova queda das bolsas asiáticas, fazem os investidores estrangeiros reduzirem suas posições vendidas em dólar para se refugiar nos treasuries. Instantes atrás, a taxa de risco-Brasil medida pelo Embi+ do JP Morgan subia 3,08%, para 201 pontos. O dólar avançava 0,99%, vendido a R$ 2,142.

A atividade econômica dos Estados Unidos também é fonte de preocupação para o mercado. Os índices futuro de Wall Street indicavam para uma abertura negativa, após o núcleo do PCE, índice relacionado aos gastos do consumidor subir 0,3% em janeiro, na maior alta em cinco meses e os pedidos por seguro-desempego avançarem em sete mil na semana passada, para 338 mil. Um dado que chamou a atenções foi que ainda 2,64 milhões de norte-americanos continuam recebendo o benefício, sinal de retração no mercado de trabalho.

Internamente, as notícias são positivas. As reservas internacionais, um indicador de solvência do País, ultrapassou a marca de US$ 100 bilhões na última terça-feira, influenciado, principalmente, pelas compras maciças do Banco Central (BC) no mercado à vista de câmbio.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)