Lucro da Marcopolo cresce 46%, para R$ 120 milhões
A receita líquida da companhia cresceu 2,4%, para R$ 1,75 bilhão, sendo que do total, R$ 929 milhões vieram de vendas no Brasil, alta de 22,2% sobre 2005, e R$ 820 milhões provenientes no exterior, contribuição 13,4% inferior a de 2005.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado (não considera os ganhos ou perdas por variações cambiais sobre investimentos e sobre adiantamentos de contrato de câmbio) avançou 36,7%, para R$ 206,3 milhões. A margem avançou 3 pontos percentuais, para 11,8%.
O aumento na demanda interna, em 2006, possibilitou crescimento de R$ 168,7 milhões nas receitas, ou 22,2% vis a vis as de 2005. De outro lado, as exportações e negócios no exterior diminuíram cerca de R$ 127,5 milhões, ou 13,4% entre um e outro período. De acordo com a companhia, a não repetição de pedidos do mercado externo, a conversão para reais das receitas em dólares a taxas decrescentes e, ainda, a diminuição do volume comercializado pelas controladas, cuja competitividade sofreu pelo aumento no custo das importações da matriz, explica a variação da receita nos negócios com o exterior.
Assim, em 2006, a contribuição dos negócios no Brasil cresceu de 44,5%, para 53,1% da receita líquida consolidada. As exportações e negócios no exterior passaram de 55,5% para 46,9%.
Em 2006, a produção atingiu 15.670 unidades, ou 4,8% a menos que as 16.456 fabricadas em 2005. A produção no Brasil, após a eliminação - para efeito de consolidação - das unidades exportadas para as controladas, foi 263 unidades inferior à produção do ano anterior. A produção física foi considerada satisfatória se deduzidas da produção de 2005 as cerca de 1.000 unidades do pedido pontual do Chile. Nas subsidiárias do exterior, a produção de 5.095 unidades foi 523 unidades inferior às 5.618 fabricadas em 2005. Boa parte da diminuição foi registrada no mercado mexicano, onde os fabricantes brasileiros em geral perderam competitividade pelo efeito do câmbio lá e aqui. Na Colômbia, a produção baixou em 201 unidades, mas a redução é apenas aparente, pois o mix inclui quantidade de veículos de maior porte.
A fabricação de ônibus é executada em oito unidades fabris, sendo: três no Brasil (duas em Caxias do Sul - RS, e outra em Duque de Caxias, Estado do Rio de Janeiro) e, cinco no exterior: México, Colômbia, Portugal, África do Sul e Argentina (atualmente desativada).
(Redação - InvestNews)
