Refinaria de Manabí, no Equador, atrai interesse da Petrobrás
Agência EFE
MANTA (EQUADOR) - A construção de uma refinaria de alta conversão na província de Manabí e o desenvolvimento de uma região petrolífera na Amazônia atraíram nesta quinta-feira o interesse de várias empresas estatais da América do Sul, informou a Petroecuador.
A Petrobrás e as estatais da Colômbia, Chile e Venezuela mostraram interesse no projeto da refinaria de alta conversão em Manabí. Ela poderá processar 300 mil barris de petróleo diários. O financiamento da obra foi calculado em US$ 4 bilhões, disse um porta-voz da Petroecuador.
O interesse foi anunciado por altos funcionários das estatais petrolíferas da América do Sul e da China que se reuniram hoje na cidade litorânea de Manta, no oeste do Equador, a convite da empresa equatoriana.
Representantes da Petrobras compareceram à reunião, ao lado de executivos da Ecopetrol (Colômbia), Enarsa (Argentina), Petroperú (Peru), Enap-Sipetrol (Chile) e Ancap (Uruguai).
Yang Long, coordenador na América do Sul da empresa chinesa Sinopec, também participou do encontro. O representante da venezuelana PDVSA não foi à reunião, mas as autoridades do país informaram de seu apoio aos projetos do Equador.
O porta-voz da Petroecuador disse à Efe que a reunião em Manta permitiu expor os projetos para desenvolver sua indústria petrolífera, que é a maior fonte de renda do Estado.
O Equador ofereceu às empresas da região segurança jurídica e de investimentos para desenvolver conjuntamente os projetos, com lucro para todas as partes, e 'tentar estruturar uma aliança estratégica', explicou.
Além disso, as empresas sul-americanas pediram 'mais conversas' sobre o projeto ITT, no sul da Amazônia equatoriana, com reservas provadas de 970 milhões de barris de petróleo.
O campo Ishpingo-Tambococha-Tiputini (ITT) contém petróleo pesado, de 21 a 25 graus na escala de qualidade API. Mas está numa região ambientalmente 'sensível'.
O encontro entre os executivos contou também com a presença do presidente do Equador, Rafael Correa.
O petróleo é o maior produto de exportação do Equador, que produz cerca de 530 mil barris diários, sendo mais da metade da Petroecuador. As exportações petrolíferas financiam 35% do orçamento do Estado.
