China perde apelo, mas investidores seguem na Ásia
Na semana encerrada dia 14 de fevereiro, os fundos de ativos da Ásia, com exceção do Japão, receberam 664 milhões em novos recursos, cerca de 94% do fluxo total destinado aos mercados emergentes no período.
De acordo com a EPFR, mais uma vez os emergentes perderam lugar para os fundos de ativos globais. Esses fundos, que investem pesadamente em países desenvolvidos e diluem seu risco em dezenas de mercados, captaram US$ 2,14 bilhões na semana passada. Essa também foi uma boa semana para os fundos de ativos da Europa, fundos regionais de imóveis e fundos de dívida de emergentes.
De acordo com a consultoria, o foco em fevereiro está sobre os pequenos emergentes. Entre eles, Malásia, Singapura e Taiwan, que juntos receberam cerca de US$ 321 milhões. Enquanto isso, os fundos dedicados à China perderam US$ 74,4 milhões.
Os BRICs, que investem em Brasil, Rússia, Índia e China, receberam modestos US$ 29,7 bilhões na semana, um resultado bastante irrisório se comparado a igual período do ano passado, quando os fundos BRIC recebiam US$ 240 milhões semanais em média.
Bom desempenho para os fundos dedicados à América Latina, mesmo com as sinalizações cada vez mais claras de aversão ao mercado na Venezuela, Equador e em menor escala na Argentina. Os fundos de ativos da América Latina receberam US$ 201,3 milhões, melhor resultado semanal desde o início do ano.
Entre os desenvolvidos, os fundos de ativos da Europa registraram o melhor fluxo semanal desde outubro do ano passado, recebendo US$ 1 bilhão. Para a EPFR ,os investidores seguem apostando que a Zona do Euro seguirá superando expectativas e que a forte atividade de fusões e aquisições movimentará ainda mais o mercado.
(EC - InvestNews)
