Captação recorde atinge R$ 22,9 bilhões

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SÃO PAULO, 8 de fevereiro de 2007 - A captação da previdência complementar aberta bate recorde em 2006 com um crescimento de 17,69%, atingindo R$ 22,9 bilhões. Em 2005, o setor registrou R$ 19,45 bilhões e alta de 3,9%, resultado abaixo das expectativas devido à demora da regulamentação das leis que alteraram a tributação dos planos de previdência, o que provocou um sentimento de cautela no investidor.

Em 2006, entretanto, houve um desempenho bem melhor impulsionado pelas vendas de Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) - produto indicado para quem não declara imposto de renda ou o declara pelo formulário simplificado - que captou R$ 15,432 bilhões, com alta de 32,69% na comparação com 2005, quando foi captado R$ 11,629 bilhões. Com isso, o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) representou 67,41% do total de captação de 2006, segundo dados divulgados no começo da tarde pela Associação Nacional da Previdência Privada (Anapp) - entidade que reúne 44 empresas que comercializam planos de previdência privada.

Segundo dados da associação, as novas contribuições de PGBL tiveram um comportamento estável no ano, somando R$ 4,555 bilhões. Isso representou 0,18% de alta no comparativo com 2005, quando foram captados R$ 4,547 bilhões nessa modalidade de produto, adequado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, pois permite deduzir até 12% do valor na declaração do ano seguinte. O PGBL representa 19,90% do total de captação.

Os planos tradicionais tiveram uma queda de 10,45% na arrecadação, passando de R$ 3,213 bilhões em 2005 para R$ 2,878 bilhões em 2006. Mesmo assim, ainda representam 12,57% do total de arrecadações. ´Esse desempenho reflete a migração dos planos tradicionais para outros planos´, analisa o presidente da Anapp e diretor da Itaú Vida, Previdência e Capitalização, Osvaldo do Nascimento.

´O ano de 2006 representou a consolidação dos planos para menores de idade como a melhor alternativa para acumular poupança de longo prazo´, afirma Nascimento.

Segundo dados da Anapp, essa modalidade de planos teve captação de R$ 1,159 bilhão em 2006, com crescimento de 39,23% na comparação com 2005, quando foram captados R$ 832 milhões.

Na seqüência, os planos individuais tiveram um crescimento de 20,13%, com um total de R$ 18,277 bilhões em 2006, contra R$ 15,214 bilhões em 2005. Por fim, os planos corporativos tiveram um avanço de 1,52% na captação, passando de R$ 3,403 bilhões para R$ 3,454 bilhões.

Com esse resultado, os planos para menores terminaram o ano de 2006 com uma participação de 5,07% no total de recursos arrecadados em 2006; os planos empresariais representaram 15,09% do total de captação e os planos individuais representaram 79,84% do total de captação de 2006.

(Redação - InvestNews)