PAC é insuficiente para fazer Brasil crescer

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RIO, 31 de janeiro de 2007 - O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi o ponto de discórdia ontem entre o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o diretor de Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Levy. O representante do Ipea questionou a eficácia do programa para levar o país à expansão que almeja o governo. Gabrielli retrucou em seguida, antes de palestrar no seminário "Um Brasil que cresce", realizado na sede da estatal, no Rio.

"O PAC deve ser acompanhado de reformas (tributária e previdenciária) e ajuste fiscal", afirmou Levy. O economista do órgão atrelado ao Ministério do Planejamento apresentou algumas propostas de mudanças na Previdência e uma das sugestões também motivou réplica do presidente da Petrobras.

Enquanto Levy sugeriu a desvinculação do salário mínimo do pagamento aos beneficiários da Previdência, Gabrielli disse que um dos pilares do crescimento econômico é justamente a "continuidade de políticas distributivas por meio do salário o mínimo e do estímulo ao mercado doméstico".

Levy destacou o papel da poupança para fazer economias crescerem, outra posição que levou o presidente da Petrobras a questionar. "É o investimento que vai gerar poupança e não a poupança que vai gerar investimento", retrucou.

"Tomara que estejamos errados e que daqui a alguns anos o país tenha crescido no ritmo desejado", disse Levy, no evento patrocinado pelo Jornal o Dia e pela Petrobras.

(Sabrina Lorenzi - InvestNews)