Marinho minimiza e lança dúvida sobre Adin da Força

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BRASÍLIA, 23 de janeiro de 2007 - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, minimizou as ações abertas por sindicalistas que são contrários à criação de fundos de investimento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para obras de infra-estrutura. ´Isso não quer dizer nada porque eles podem retirar depois´, disse. Marinho questionou a veracidade da ação dos sindicalistas e sugeriu que a reação dos trabalhadores fosse uma ´encomenda´.

Na mesma tarde em que a Força Sindical entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta de criação de fundo de investimento, Marinho não demonstrou qualquer preocupação e chegou a lançar suspeitas sobre a veracidade da reação dos sindicatos. Ao chegar à entrevista, citou que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) da Força Sindical poderia ser ´encomendada´. Ele não se recusou a detalhar a resposta.

Para reforçar a tese, o ministro lembrou que quando a proposta do fundo de infra-estrutura foi levada ao Conselho Curador do FGTS, nenhuma das centrais sindicais votou contra. Na ocasião, apenas dois votos foram contrários - da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

(Fernando Nakagawa - InvestNews)