Gnatus dribla economia e cresce de 11% em 2006

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SÃO PAULO, 23 de janeiro de 2007 - As variações cambiais ocorridas em 2006 abalaram as empresas brasileiras, mas não impediram que o crescimento da Gnatus. A indústria de equipamentos médico-odontológicos de Ribeirão Preto fechou seu faturamento anual em R$ 106 milhões, com crescimento de 10,84%.

A razão desse crescimento foi uma abertura estratégica para novos canais de venda no Brasil, como a de novas filiais, nas cidades de Campinas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e também a parceria com dentais. Com a queda do dólar, no mercado externo a saída foi avançar para novos mercados. Oito novos países compõem a rede mundial da Gnatus: Armênia e Azerbaijão (Europa), Omã, Cambodja e Afeganistão (Ásia), Namíbia e Mali (África) e Nova Zelândia (Oceania).

Segundo o gerente de mercado externo, Antônio Pereira Lima, os mercados onde a indústria já atuava também cresceram. ´As vendas para nosso distribuidor francês cresceram 306,5%´, comemora o gerente. Outros países onde as vendas também foram alavancadas são: Bélgica (190%), Hungria (148%) e Grécia (145%). Já para 2007, a indústria pretende ampliar sua participação no mercado canadense (América do Norte) e abrir um distribuidor na Coréia (Ásia). A meta é que as exportações cresçam 10% em relação aos U$ 21 milhões registrados 2006.

Outra estratégia da Gnatus foi nacionalizar alguns componentes que inviabilizavam a comercialização de alguns produtos. Os aparelhos de ultra-som Jet Sonic e o Jet Sonic US, recém lançados no mercado, são 100% nacional. O produto é resultado de um trabalho de aproximadamente três anos. A tecnologia foi desenvolvida pela Gnatus em parceria com a UNICAMP, com o IFSC - Instituto de Física de São Carlos, ligado à USP, com o IPT - Instituto de Pesquisa e Tecnologia de São Paulo e com o CCDM - Centro de Caracterização e Desenvolvimento de Materiais, ligado à UFSCar - Universidade Federal de São Carlos e à UNESP - Universidade Estadual Paulista.

De acordo com o Gerente de Engenharia Carlos Banhos, o resultado final desse desenvolvimento foi um produto de alta confiabilidade, que envolveu muitas horas de pesquisas científicas, projetos eletrônicos e mecânicos no sistema Catia-IBM, prototipagem das peças, fabricação de lote piloto e ensaios em laboratórios internos e externos para fins de validação de todos os componentes, que visaram assegurar a performance de funcionamento para resistir no mínimo 15 anos de vida.

(Redação - InvestNews)