Saúde fica fora do PAC

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SÃO PAULO, 22 de janeiro de 2007 - O setor de Saúde sequer foi mencionado no anúncio do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).

"No entanto, toda ação para destravar a economia é um passo importante. A economia tem que voltar a crescer e absorver as pessoas sem emprego. A redução da carga tributária - hoje entre 38% e 40% - poderia alavancar o crescimento de uma forma mais rápida. O plano é bem-vindo e deve provocar aceleração no meio empresarial", informa o presidente da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Gabriel Tannus.

Para o setor de Pesquisa e Desenvolvimento, as contribuições do programa devem vir por meio das Parcerias Público-Privadas (PPPs), mas a longo prazo. O pacote anunciado hoje, pelo presidente Lula, "é uma medida de curto prazo, o que não significa que pode ter ação prolongada", diz o executivo.

Segundo Tannus, é imprescindível descomplicar o sistema tributário, que precisa ser mais transparente e ter menos brechas para negociações escusas.

"É preciso acreditar", diz Tannus, enfatizando que só a redução na taxa de câmbio não vai ajudar a exportação. "Existem muitos fatores que podem contribuir para o crescimento. Os juros baixando devagar pode ser conservador mas tem seu lado benéfico - pelo menos pode controlar melhor a inflação", conclui.

(Silvana Orsini - InvestNews)