Fiesp pede maior redução de gastos e juros menores
"A desoneração e o aumento do investimento público vem ao encontro das sugestões e estudos da Fiesp", disse o presidente da Federação, Paulo Skaf, ressaltando, porém, que o governo deveria fazer um choque de gestão, com ênfase no corte de gastos que contemplaria reformas como a da previdência e melhor administração dos ativos públicos. Salientou ainda que para que o País consiga atingir um patamar de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5%, nos próximos anos, seria necessário que, em todas as reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) em 2007, houvesse redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros. Com isso, ele ressaltou, que a taxa de juros nominal chegaria a 9% ao final do ano, significando juros reais em torno de 6%. "Vamos acompanhar muito de perto o Copom. A redução dos juros tem que ser compatível com esse tom de crescimento do País", ressaltou, sugerindo que o Banco Central poderia realizar uma queda da taxa básica de juros até maior do que 0,5 ponto percentual na próxima reunião - que ocorrerá nesta quarta-feira - como forma de transmitir uma sinalização de que o crescimento econômico é a prioridade do governo.
(Nanci Santana - InvestNews)
