Índice encerra semana com perda de 0,55%
O movimento de venda foi estimulado pela desvalorização em Nova York, os poucos investidores ativos passaram por cima dos dados econômicos positivos para realizarem lucros.
O Ibovespa recuperou parte das perdas no instante final do pregão, repetindo um movimento observado durante toda a semana - abertura em alta, venda à tarde e estabilidade no fechamento.
Segundo Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Corretora Souza Barros, o mercado financeiro neste ano já chegou ao fim. "Quem tinha que se posicionar já se posicionou e espera o início do ano que vem."
Para o especialista, o investidor começa 2007 aguardando o anúncio do pacote econômico brasileiro, prometido para o início de janeiro, além de seguir acompanhando os indicadores de inflação e o comportamento da economia norte-americana.
O fato que chamou atenção nesta sexta-feira foi a queda no risco-País, que registrou nova mínima histórica, aos 194 pontos, uma queda de cerca de 4% sobre ontem. Na terça, o indicador, que serve de termômetro da confiança do investidor no País, rompeu pela primeira vez a barreira dos 200 pontos. Antes da primeira eleição de Lula, o índice bateu os 3 mil pontos.
Na semana que vem, o mercado deve seguir de lado, não haverá pregão na segunda e na sexta-feira.
Destaque de alta para as ações da Vale (VALE5), que subiram 1,12%, para R$ 53,80. O papel ON (TNLP3) ganhou 0,15%, para R$ 62,70. O Merrill Lynch reiterou a recomendação de compra para o papel, dado o bom resultado das negociações para o preço do minério de ferro em 2007. A mineradora emplacou um aumento de 9,5%, contra a previsão de 5% do banco de investimento.
Dentro do Ibovespa, o papel da Brasil Telecom Part. ON (BRTP3) ganhou 3,33%, para R$ 35,96. A Light (LIGT3), ganhou 1,05%, para R$ 22,03.
Na ponta oposta, as ações da TAM (TAMM4) encerram estáveis a R$ 62,50, depois de cair mais de 3,82%. A companhia está proibida de vender passagens enquanto não embarcar todos os passageiros que ainda esperam vôos nos aeroportos. Dada a situação, a Força Aérea Brasileira (FAB) já disponibilizou aviões para atender à demanda da TAM. Segundo a companhia duas aeronaves foram fretadas da FAB.
(Eduardo Campos - InvestNews)
