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Furtos internos são a causa de 28% das perdas

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SÃO PAULO, 18 de dezembro de 2006 - 28% das perdas no varejo são causadas por furto interno, seguidas por quebra operacional, que respondem por 25% dos prejuízos, segundo dados da 6ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada pelo Grupo de Prevenção de Perdas do Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/FIA), em parceria com a Canal Varejo - Consultoria: Mercado de Bens e Serviços.

Para o coordenador geral do Provar/FIA, professor Claudio Felisoni, o resultado representa um crescimento do percentual, ocorrido entre 2004 e 2005. "Em compensação, em função dos investimentos realizados pelo setor, houve uma redução dos percentuais referentes aos erros administrativos e fornecedores. Isto já pode ser considerado um avanço", acredita.

O levantamento também revelou que o varejo supermercadista teve elevação do índice de perdas associado ao crescimento da perda com perecíveis. Os perecíveis responderam por 56,4% das perdas totais, sendo a quebra operacional a principal causa de perda. Ao todo, 53% das perdas não são identificadas. "Atualmente, um dos principais desafios dos varejistas é a identificação das reais causas das perdas", explica Felisoni. "Somente com esta informação em mãos, será possível otimizar recursos humanos e financeiros na prevenção", alerta o pesquisador. Na comparação houve expansão de 42%, em 2004, para 47% em 2005.

De acordo com a pesquisa cerca de 22% das lojas consultadas ainda não organizaram a área de gerenciamento de perdas. A avaliação mostra que o registro periódico, ainda é o método mais utilizado pela empresas para a definição dos percentuais das perdas. Com exceção da quebra operacional, que é passível de identificação no momento em que ocorre, as demais são definidas a partir de registros de ocorrências passadas e/ou dados empíricos.

O Provar consultou 36 empresas varejistas dos setores supermercadista, eletroeletrônicos, entre outros segmentos. Das empresas avaliadas, 53,4% são da região Sudeste, 25,5% da região Nordeste, 12,8% da região Sul, 5% da região Centro-Oeste e 3,2% da região Norte. Foram considerados dados de 2005.

(Redação - InvestNews)