Prestação de serviços aposta na conveniência

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SÃO PAULO, 8 de dezembro de 2006 - A correria do dia-a-dia das grandes cidades tem provocado um novo movimento no varejo, especialmente nas estratégias de prestadores de serviços. Lojas de diferentes ramos de atuação estão procurando se unir em um mesmo local para faturar em duas pontas: dividindo custos operacionais e atraindo os clientes dos vizinhos. Os consumidores, por sua vez, ganham uma nova alternativa para resolver todas as suas pendências em um só lugar, parando em um só estacionamento e, de quebra, poder relaxar em um ambiente agradável - na versão mais moderna desse tipo de empreendimento.

Os projetos que carregam esse conceito, bastante difundido nos Estados Unidos como ´one-stop-shop´, foram batizados no Brasil de Centros de Conveniência e Serviços (CCS). É fácil reconhecê-los: lojas focadas em serviços reúnem-se em volta de uma praça ou no ambiente de um posto de gasolina, por exemplo, oferecendo algumas vantagens que as lojas de rua convencionais não apresentam, como estacionamento. ´A idéia é disponibilizar um espaço onde as pessoas consigam resolver tudo de uma só vez´, afirma Antonio Sampaio, sócio-diretor da REP (Real Estate Partners), empresa responsável pela difusão desse conceito no Brasil.

Neste ano, a cidade de São Paulo recebeu dois grandes projetos que carregam esse conceito. A REP inaugurou no final de agosto o Open Mall Panamby, que exigiu investimentos de R$ 15 milhões, e está prestes a entregar o Centro de Conveniência e Serviços Carlos Weber, na Vila Leopoldina, projeto que absorveu outros R$ 5 milhões. Entre as marcas presentes no empreendimento localizado no bairro luxuoso do Morumbi, estão Blockbuster, Farmax, Laselva, CVC, Soho, Cristallo, Unibanco e Bradesco. O âncora do Open Mall, que abriga 15 lojas, é o supermercado St.Marchê, com foco em perecíveis.

Apesar de o primeiro CCS ter sido inaugurado há dez anos, a REP acumula uma experiência de 12 anos no varejo. No início de suas atividades, a empresa, de capital nacional, idealizava projetos para redes de varejo. Era uma espécie de consultoria imobiliária, mas que também chegava a participar da negociação dos lugares a serem utilizados. ´Os clientes decidiam as regiões estratégicas, e nós localizávamos as melhores posições dentro delas, identificávamos os pontos e fazíamos as negociações´, conta Sampaio.

A experiência acumulada durante esse período, em que teve como clientes empresas como Nike e McDonald´s, é útil para a companhia atualmente. ´Nós fazemos os centros de conveniência em pontos estratégicos. Aprendemos onde estão as principais localizações e os principais requisitos para classificá-las como tal. Com o tempo, os clientes viram que os resultados das lojas localizadas neste tipo de empreendimento são melhores do que nas ruas, o que contribui para a expansão das nossas atividades´, afirma.

(Tatiana Freitas - InvestNews)