Hipertensão atinge 600 milhões, aponta pesquisa
Uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que mesmo pequenas reduções na pressão sanguínea podem reduzir o risco de mortalidade por derrame de 15% a 40%, principalmente em pessoas com mais de 65 anos. A hipertensão já atinge cerca de 600 milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS.
As principais conseqüências de um derrame, na opinião dos entrevistados, foram: paralisias (54%), problemas para andar (41%), problemas para falar (23%) e problemas emocionais e pessoais (3%). O impacto da doença na vida dos familiares de quem sofreu um derrame também fez parte do levantamento. A maioria dos entrevistados (58%) disse que o principal problema causado pela doença são as mudanças que ela desencadeia na rotina ou nos hábitos de vida dos familiares.
Para evitar a ocorrência de derrames causados pela hipertensão arterial não controlada é necessário tratá-la. Em um estudo intitulado LIFE, que incluiu cerca de 9 mil pacientes hipertensos com hipertrofia do ventrículo esquerdo, o medicamento losartana potássica (princípio ativo do medicamento Cozaar, da Merck Sharp & Dohme) diminui o risco combinado de morte cardiovascular, derrames e infartos. Nesse estudo, a losartana também reduziu o risco de derrame em 25% quando comparada ao atenolol, outro medicamento para hipertensão.
Para muitos, a palavra hipertensão sugere tensão excessiva, nervosismo ou estresse. Contudo, em termos médicos, hipertensão refere-se a pressão arterial elevada, independentemente da causa. A hipertensão arterial tem sido denominada de ´assassina silenciosa´, uma vez que pode não causar sintomas durante muitos anos, até que provoque dano a um órgão vital, como: transtornos da visão, doenças do coração, acidentes vasculares cerebrais e problemas nos rins.
(Redação - InvestNews)
