Os 2% mais ricos têm mais de 50% da riqueza mundial
O estudo também indica que 1% dos mais riscos do mundo detinham estonteantes 40% dos ativos globais no ano 2000. Na ponta oposta, a outra metade da população mundial dividia apenas 1% da riqueza mundial.
A pesquisa constatou que a posse de ativos de US$ 2,2 mil colocava o chefe de família entre os 50% mais ricos do mundo no ano 2000. Para se estar entre os 10% mais ricos, era preciso ter US$ 61 mil em ativos, e mais de US$ 500 mil seriam necessários para fazer parte do 1% mais risco, um grupo formado por 37 milhões de pessoas em todo mundo.
O ponto de destaque do estudo é que ele é o primeiro a cobrir todos os países do mundo e todos os principais componentes da renda familiar, incluindo ativos financeiros, dívidas, terras e outras propriedades tangíveis.
Os co-autores do estudo, James Davies, da Universidade the Western Ontário, Anthony Shorrocks and Susanna Sandstrom of UNU-WIDER, and Edward Wolff of New York University, destacam o uso do termo riqueza no estudo indica valor líquido, ou seja, o valor físico e financeiro de ativos menos passivos.
No ano 2000, a riqueza mundial somou US$ 125 trilhões, montante cerca de três vezes maior que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou a US$ 20 mil por pessoa. Ajustando a cifra pelos conceito de paridade poder de compra entre os países, a riqueza sobe para US$ 26 mil per capta.
A riqueza média dos norte-americanos no ano 2000 era de US$ 144 mil, e no Japão a cifra era de US$ 188 mil. Na ponta oposta, a riqueza do indiano era de US$ 1,1 mil e na Indonésia era de US$ 1,4 mil.
Observando o mapa mundial com a distribuição da riqueza, o Brasil se equipara a maioria dos sul-americanos, à Rússia e parte do Leste Europeu e alguns nações africanas com a riqueza média per capta oscilando entre US$ 2 mil a US$ 9,99 mil. Na Ainda na América do Sul, Chile, Argentina e Uruguai estão no grupo com US$ 10 mil a US$ 50 mil de riqueza média.
(Redação - InvestNews)
