Agenda externa é acompanhada de perto por investidor

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SÃO PAULO, 5 de dezembro de 2006 - Os investidores acompanharam nesta manhã a agenda de divulgação de dados sobre a economia norte-americana. Um dos indicadores divulgados foi a produtividade no setor não-agrícola dos Estados Unidos que avançou 0,2% no terceiro trimestre. Os dados apresentados reduzem a preocupação com o custo da mão-de-obra, atuando como um fator acelerador da inflação. Segundo especialistas, o resultado de hoje reforça a expectativa de manutenção dos juros em 5,25% ao ano na reunião da semana que vem.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), as projeções de juros dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam a primeira etapa da sessão sinalizando queda. O DI de abril de 2007 - o mais negociado - registrou taxa anual de 12,97%, ante 12,98% do ajuste anterior. Internamente, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou que houve uma alta de 0,42% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade de São Paulo. O resultado veio dentro do esperado pelos analistas de mercado que previam inflação de 0,38% a 0,45%.

Os agentes financeiros aguardam a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) prevista para quinta-feira. A expectativa com relação ao documento é muito maior do que as divulgações anteriores. Isto porque, ao contrário do que tem acontecido, há muito tempo, a decisão do colegiado do Banco Central (BC) não foi unânime. É a primeira vez desde março que o corte da taxa não foi decidido com unanimidade. O juro foi reduzido em 0,50 ponto percentual com o apoio de cinco dos oito diretores do Copom. Os outros três apoiaram uma redução menor, de 0,25 ponto percentual. A taxa Selic está em 13,25% ao ano.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews - Serviço de Mercado e Cotações - SMC)