Wall St. amplia vendas e recua após planos da China de retaliar tarifas dos EUA

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Investidor observa tela com movimento de mercados em Xangai

Os índices acionários dos Estados Unidos caíam com força nesta segunda-feira depois que Pequim anunciou planos de retaliar o aumento e tarifas sobre produtos norte-americanos, levantando temores de que uma nova rodada de medidas retaliatórias pode pressionar a economia dos EUA para uma recessão.

Às 11:44 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,87%, a 25.457 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 2,237454%, a 2.817 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 3,04%, a 7.677 pontos.

No centro das vendas generalizadas estavam as empresas de tecnologia, incluindo as fabricantes de chips, gigantes de manufatura e varejistas, que possuem grande exposição à China.

O grupo das "FAANG" - Facebook, Amazon.com, Apple, Netflix e a Alphabet, controladora do Google - recuava entre 1,7% e 5%.

O Ministério das Finanças da China disse nesta segunda-feira que planeja impor tarifas que variam de 5% a 25% sobre 5.140 produtos norte-americanos em uma lista de produtos avaliados em 60 bilhões de dólares a partir de 1º de junho.

"Isso só ficou mais confuso e mais caro para a economia global e, até conseguirmos uma pausa aqui, os mercados estarão sob pressão", disse Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da National Securities.

"Cada aumento nas tarifas é um empecilho para a economia global e, se pressiona a economia para baixo, irá reduzir os lucros, então as ações vão reagir a isso".

Na sexta-feira o S&P 500 acumulou seu pior declínio semanal desde dezembro, uma vez que Washington elevou as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses para 25%, de 10% antes.