Huawei reage a governo americano
O grupo chinês Huawei, que os Estados Unidos acusam de espionagem, contra-atacou ontem, ao anunciar um processo contra Washington por ter proibido o governo de adquirir equipamentos de telecomunicações da empresa. A gigante mundial de smartphones leva, assim, a batalha aos tribunais, após ter lançado uma campanha midiática destinada a combater as acusações de Washington. O governo americano afirma que os aparelhos da empresa para a futura rede 5G poderiam ser infiltrados por Pequim.
A Huawei informou que o processo foi aberto em Plano, no estado do Texas, ao sul do país. "O Congresso dos Estados Unidos nunca proporcionou a menor prova para respaldar suas restrições aos produtos da Huawei. Nos vemos obrigados a tomar esta ação legal como último recurso", afirmou em comunicado Guo Ping, um dos presidentes rotatórios da empresa.
"Se esta lei for retirada, como deve ser, a Huawei poderá oferecer aos Estados Unidos tecnologias mais avançadas e ajudá-lo a construir as melhores redes 5G", a quinta geração da tecnologia móvel, destacou Guo. O presidente declarou que o grupo chinês vai reclamar danos e juros devido às restrições "inconstitucionais" impostas.
