BONS E MAUS POLICIAIS

Por

Causou-me estranheza o texto de Anderson França Dinho me apontando como uma das responsáveis por sua saída do Brasil (JB, 17/2).

Já denunciei diversos casos em que havia suspeita de atuação de policiais que não honram suas fardas.

Mas também nunca tratei o todo pela parte. Existem maus policiais da mesma forma como existem péssimos advogados, médicos, jornalistas, engenheiros

e afins.

O caráter (ou a falta dele) é do homem, e não da farda.

Repito o que já escrevei em 2015, em minha página no Facebook: "quem odeia a Polícia é bandido". Quem não é, pode até não gostar. Mas jamais sentirá ódio por quem é capaz de entregar a própria vida para proteger aqueles que querem a sua morte.

Roberta Trindade

Rio de Janeiro

ARTIGO

O teólogo Leonardo Boff tem a capacidade de suscitar profundas reflexões sobre tudo que escreve.

Não foi diferente no artigo 'O luto parece não ter fim' (JB, 16/2).

Veio-me à mente uma frase de Tristão de Ataíde, no JB de outra época, a propósito do dia de finados: "Não se morre de uma só vez. Vamos morrendo ao longo da vida nas pessoas e coisas que perdemos ou que se perdem de nós."

Ao ler Leonardo Boff, quando fala sobre "pessoas acabrunhadas", a minha dúvida foi dissipada. Elas estão tristes.

E isso cria uma energia negativa que contamina a sociedade.

Ronaldo F. de Araujo

Niterói-RJ

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O valor médio das aposentadorias do INSS é de R$ 1.369, enquanto as aposentadorias de outras castas estatais chegam a R$ 26.823. É inacreditável que o governo pretenda achatar ainda mais os benefícios aplicando o fator previdenciário sobre aqueles que não têm nenhum privilégio. Isso contradiz todas as declarações de boa intenção para com os pobres, ditas da boca para fora por Bolsonaro, e só fará aumentar o abismo da desigualdade social.

Luiz Brandão da Silva

Teresópolis-RJ

LITURGIA DO CARGO

O capitão tentou governar do hospital, em estado de soro, mas não deu certo. Agora o presidente exibe desapreço à rotina no Palácio com a descontração dos trajes 'mazarópicos'. Essa recusa à liturgia do cargo constrange as Forças Armadas.

Manoel Vaz Gomes Corrêa

Rio de Janeiro

BARRAGENS

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, declara que a "empresa é uma joia", que não pode ser condenada pelo vazamento da barragem de Brumadinho. Quem deveria ser condenado e passar anos na cadeia é esse senhor e a diretoria criminosa da empresa, que pelo afã de lucro desconsiderou as advertências. O método de construção de suas barragens é proibido na Europa e nos Estados Unidos.

Victor Medeiros

Rio de Janeiro


CORREÇÃO

A foto da torcedora do Vasco, publicada na primeira página de ontem, é de Alexandre Cassiano/Agência O Globo.