Bélgica em greve contra fiscalismo
Milhares de funcionários públicos, de serviços de transporte, escolas e hospitais entraram em greve geral, ontem, na Bélgica. O movimento, que pede a melhoria de salários, foi convocado pelos principais sindicatos do país, o socialista FGTB, o cristão CSC e o liberal CGSLB, e também afeta o setor privado. Há alguns anos, o governo do Primeiro Ministro Charles Michel vem promovendo um ajuste fiscal que passa pelo represamento de reajustes ao funcionalismo.
Os grevistas também pedem aumento nos auxílios e pensões, além de melhores condições para a aposentadoria, o que vai de encontro a política escolhida pela maioria parlamentar. De acordo com a agência de notícias Belga, há vários piquetes em todo o país - como no porto de Ghent (norte), Eupen (leste) e em áreas industriais de Limburg (leste) e também em várias fábricas de produtos químicos em Antuérpia (norte), o pulmão econômico do país, que recebem produtos importados de todas as regiões do mundo, inclusive brasileiros. O serviço de correios, a coleta de lixo e shopping centers também foram afetados.
"A greve está sendo seguida em todos os lugares e em todos os setores", disse à rádio Bel-RTL a secretária do sindicato CSC (Christian), Marie-Hélène Ska. "Os trabalhadores dizem que precisam de respeito, que desejam viver com dignidade e não simplesmente sobreviver", explicou.
"Os sindicatos e o patronato precisam voltar à mesa de negociações, a greve não resolve nada", afirmou o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, em comunicado, agradecendo a "todos que trabalham hoje". A última greve geral na Bélgica ocorreu em dezembro de 2014, já sob Michel, e contou com manifestações duramente reprimidas pela polícia.
