Pag. 22 - Sai o shopping, entra o aeroporto
Brasileiros recorrem a amigos para comprar no exterior e chegam a economizar mais de 60% sem impostos T rocar os shoppings pelas filas de check-in dos aeroportos na hora de garantir o melhor preço está se tornando uma prática cada vez mais comum no Brasil. Com o dólar barato e o aumento no poder aquisitivo da população, o Banco Central estima que, em 2011, as compras de brasileiros no exterior atingirão um recorde de US$ 12 bilhões.
A razão é bem simples. Sem o IPI e o ICMS, impostos que incidem sobre importados, uma camisa da Gap, que custa R$ 149 em lojas brasileras, po de sair por R$ 84, por exemplo.
A economia, neste caso de 44%, é a razão pela qual fazer compras no exterior ou pedir para um amigo trazer o importado dos seus sonhos está cada vez mais em conta.
– Viajo bastante. Já é hábito levar uma mala extra vazia que sempre volta cheia – conta a administradora Deborah Rufino. – Até minhas compras, faço no exterior. Meu laptop custava R$ 3 mil no Brasil, mas decidi comprá-lo numa viagem e saiu por menos da metade lá fora.
A alíquota do IPI e do ICMS varia de acordo com o produto.
Nos eletrônicos e perfumes, por exemplo, ela pode chegar a 20% e 50% do preço, respectivamente. Além dos impostos, os importados também pagam frete para chegar ao país. No fim, a diferença no preço é nítida.
A fragrância Polo Sport pode ser comprada nos Estados Unidos por cerca de R$ 100. Aqui, custa R$ 450. O modelo wifi 32 gibabytes do iPad é vendido por R$ 1 mil no exterior, mas no Brasil o preço chega a R$1.900.
– O problema é que os presentes nunca chegam no prazo que você quer, depende de quem está viajando – conta Miguel Souza, que pretende pagar R$ 670 numa versão de Playstation 3, que sai por mais de R$ 2 mil em lojas nacionais. – Já disse para a minha namorada que o presente de Natal dela chega em janeiro. Vale mais ser econômico do que pontual.
